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Encerrando um ciclo de trocas e aprendizados, a formação foi concluída no dia 26 de junho de 2025, com o último encontro realizado no município de Santa Clara do Sul: |
Professores da rede municipal de Fazenda Vilanova estão vivenciando um novo momento no trabalho com linguagem e alfabetização na infância. Por meio da formação Leitura e Escrita na Educação Infantil (LEEI), educadores da pré-escola estão aprofundando práticas pedagógicas que valorizam a ludicidade, o protagonismo infantil e a escuta sensível das crianças.
A formação, realizada em parceria com os municípios de Santa Clara do Sul e Sério, teve como foco o fortalecimento das práticas de linguagem oral, leitura e escrita de forma significativa, respeitando os direitos de aprendizagem e o desenvolvimento integral das crianças de 4 e 5 anos. A iniciativa integra as ações do Programa Alfabetiza Tchê, em colaboração com o Ministério da Educação (MEC), e está alinhada ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) — política pública federal que busca garantir a alfabetização de todas as crianças brasileiras até o final do 2º ano do Ensino Fundamental.
Encerrando um ciclo de trocas e aprendizados, a formação foi concluída no dia 26 de junho de 2025, com o último encontro realizado no município de Santa Clara do Sul.
“As trocas de experiências nos inspiraram, ensinaram e confirmaram que nosso município já vem proporcionando práticas de leitura e escrita com toda atenção e respeito que a primeira infância merece”, relataram professoras da rede municipal.
Formação na prática
Em Fazenda Vilanova, a formação ocorreu de forma híbrida, com encontros presenciais e virtuais mensais. As atividades incluíram análise de práticas reais, estudo de referenciais teóricos sobre infância e trocas de experiências entre as educadoras dos três municípios.
A proposta foi que as professoras aplicassem os conhecimentos em sala de aula, retornando aos encontros com novas observações a partir das vivências com os alunos.
“As formações do LEEI são construídas considerando a realidade de cada município, e isso faz toda a diferença. As professoras se sentem valorizadas, escutadas e encorajadas a inovar em suas práticas pedagógicas”, destaca a articuladora local da formação.
Aprender brincando, com afeto e sentido
O brincar e a ludicidade são protagonistas nas propostas pedagógicas. Jogos com letras, rodas de conversa com os nomes das crianças, varais com os nomes da turma, leitura compartilhada de livros, brincadeiras com alfabeto móvel e criação de livros coletivos com a participação das famílias são algumas das práticas que vêm ganhando destaque.
“Ao reconhecer a letra do seu nome, a criança começa a perceber que é autora da sua linguagem, alguém que se expressa e é compreendido. Esse é um processo potente, que respeita o tempo e a singularidade de cada um”, compartilha uma das educadoras.
Resultados que já aparecem
As escolas municipais já observam avanços significativos no interesse e na participação das crianças em atividades relacionadas à leitura e à escrita. Além disso, a formação tem fortalecido o trabalho coletivo entre as educadoras e ampliado a intencionalidade pedagógica das ações desenvolvidas.
“Nosso papel é incentivar o gosto pela leitura e escrita oferecendo experiências significativas e envolventes. E temos visto esse envolvimento crescer a cada nova proposta”, afirma outra professora da rede.